13 janeiro 2017

Magnet



Capitulo III


















ntão seu nome é Betta?
       - Isso mesmo.
       - Betta, pode me contar o que esta acontecendo? – Perguntou começando a comer alguns biscoitos e leite.
     - A senhora quer dizer sobre a morte da grande família?
     - Sim. Porque aquele homem está dizendo que Henry matou seus pais?
     - Não tenho dados o suficiente para responde-la sobre esta questão.
     - Acha que Henry possa ter feito isso?
     - Negativo. Henry sempre foi um grande companheiro para o senhor Killian. A cima de todo seu companheirismo eles são primos e Henry não seria capaz de cometer algo assim. Mestre Killian me habilitou para detectar sinais de emoções, se Henry estivesse mentindo com certeza impediria que se aproximasse de meu mestre.
      - Então isso quer dizer que ele não fez nada disso.
      - A verdadeira razão por trás de toda essa tragédia ainda é desconhecida, mas se continuar junto a meu mestre e a Henry conseguirá sua irmã de volta.
      - Obrigada Betta. – Respondeu terminando de comer. Colocou a bandeja na cômoda ao lado e seguiu para o banheiro. – Será que posso usar essas coisas?
       - Positivo. – A voz respondeu fazendo com que ela escovasse os dentes. Assim que terminou retornou a cama e se deitou.
       - Betta. – Chamou
       - Sim?
       - De quem é esse quarto?
       - Esse quarto pertencia a senhora Lorelai. Irmã mais velha do senhor Killian.
       - O que aconteceu com ela?
       - Assim como Skarleth e Christian, Lorelai morreu em um acidente fatal de avião. Mestre Killian ficou desolado assim como todos. Na época tinha seus 13 anos e ficou sob a responsabilidade de seus tios, os pais de Henry. Logo depois quando completou seus 16 anos se emancipou e passou a viver aqui sozinho. Foi então que ele começou a fazer sua fortuna, agora mestre Killian é o criador do protótipo de uma grande linha de androides domésticos. – Explicou.
       - Eles já sofreram muito, não é? – Refletiu olhando para o teto.
       - Exato. Mas mesmo assim continuam firmes. – Disse enquanto Safira se virava para o lado. – Tenha um boa noite senhora Safira. – Despediu a voz diminuindo todas as luzes aos poucos.


***


       - Senhor? – A voz pouco conhecida de um homem invadiu a grande sala pouco iluminada. Algo se mexeu na poltrona atrás de uma mesa repleta de papeis.
        - Sim. – A voz da figura ecoou firme.
        - Dominik, está aqui e ...
        - Não preciso ser apresentado. – Interrompeu um jovem empurrando o mesmo para poder entrar na sala. – Agora saia daqui. – Ordenou o loiro.
        - O que você quer com tanta presa? – Questionou o homem atrás da mesa.
         - Recebemos uma ligação a algumas horas atrás. Uma informação de que Henry estava em Castam. – Disse andando até perto do que se mostrava agora um homem de meia idade, pele branca, cabelos lisos cor de mel, olhos de cor purpura, vestia roupas formais.
         - Encontrou-o? – Perguntou mudando o tom de voz.
         - Não. – Falou vendo a expressão de reprovação do homem. – Na casa onde haviam dito que ele estava se escondendo havia uma menina. – Recebeu o olhar do outro. – Se ele estava lá, está com alguém, peguei a menina e lhe deixei um bilhete, agora ele sabe que foi nós que a pegamos, ele virá até nós. – Concluiu sentando-se na cadeira e colocando os pés sobre a mesa.
          - Onde pensa que está? – Soltou incomodado o homem. – Tire esses pés daqui. – Ordeno, se levantando. Andou firme até o outro lado da mesa, onde o jovem estava sentado. – Preciso que faça algo para mim agora. – Disse tranquilamente até parar a frente do rapaz. Seus cabelos eram loiros, pele clara, trajava roupas escuras, seus olhos os quais estavam distraídos eram tão vermelhos quanto do homem em pé.
         - É só dizer.
         -Vá até Humia, no colégio de Alquimia há uma velha, Wolts é o nome dela. Preciso que pegue um fragmento de um colar que está com ela. Leve Alpha e Emy com você. – Orientou o maior.
          - Alpha? – Retrucou desgostoso. – Eu e Emy podemos fazer isso.
          - Alpha irá junto com vocês. – Proferiu determinado, fazendo o menor bufar. - Saia ainda hoje. Agora pode ir. – Disse o dispensando.
          - Como quiser. – Respondeu se levantando. Caminhou até a porta e saiu.
         O homem sozinho novamente andou de onde estava para uma prateleira com vários livros. Passou o dedo indicador por alguns até parar, retirar o livro e o abrir. Nas folhas estavam as fotos de uma mulher e um garoto.
           - Se soubesse que você continha o magnésio poderia ter a poupado e tudo teria sido mais fácil. – Falou passando os dedos pela imagem da mulher. – É realmente uma lastima. Mas, em compensação, Henry ainda está vivo, espero que já tenha em mãos a herdeira que preciso querido sobrinho. – Concluiu sorrindo.


***

         - Dominik. – Chamou uma voz feminina o fazendo se virar.
         - Emy. – Falou vendo-a se aproximar. Seu cabelo levemente cacheado em tom azul claro até a altura dos ombros balançava enquanto caminhava, vestia um blazer preto abotoado deixando a mostra apenas um pedaço da blusa branca que estava por baixo, uma saia de pregas também preta cobria dois palmos de suas pernas, uma meia 7/8 cobria o restante das pernas junto de uma bota preta.
         - Como foi com seu pai? Disse para ele sobre a menina?
         - Sim, eu disse sobre a menina, mas ele não deu muita importância. Ele quer que vamos até Humia pegar uma coisa com uma velha do colégio de alquimia. – Respondeu.
          - Saímos agora?
          - Não, temos que achar o Alpha, ele tem que ir junto. – Soltou desanimado.
          - Não seja por isso. – Disse ela, estendeu o braço tocando o pulso com a outra mão. Uma pequena tela se projetou logo a cima com o nome Alpha fazendo uma espécie de chamada.
          - Você tem o número dele? – Perguntou corado.
          - É normal termos nossos números, não é? – Respondeu confusa.
          - Diga Emy. – Uma outra voz masculina os chamou atenção para a pequena tela. Um rapaz de cabelos vermelhos, olhos ônix, pele branca, trajado com um blazer preto assim como a outra apareceu.
           - O senhor Demetrion quer que vamos a Humia até o colégio de alquimia ainda hoje para conseguir uma coisa. – Falou prontamente a moça.
           Ela tem o número dele para que?  Arg como eu odeio esse Alpha!
          - Vamos pegar o que? – Perguntou começando a caminhar.
          - Não interessa te interessa. – Rebateu irritado o loiro. – Você vai vir ou não?
          - Dominik. – Repreendeu Emy.
          - Que é?
          - Se são ordens do Senhor Demetrion. – Começou e então sua voz pode ser ouvida logo atrás deles. – Devemos ir imediatamente. – Terminou desligando a chamada.
          - Ótimo, vamos. – Disse Emy puxando os dois.
          Caminharam pelo corredor até saírem dos domínios da casa e encontrarem suas respectivas motos, guiaram até alguns quilômetros de onde estavam juntos soltaram SoulFaer se tele portando. Abriram os olhos quando finalmente já estavam nas ruas iluminadas de Humia, se misturaram ao pouco movimente da noite até avistarem a grande escola ainda aberta. Passaram pelos portões deixando suas motos estacionadas. Passaram pela bela entrada da escola e entraram, havia ainda movimento de alguns alunos e funcionários que os olhavam. Sem se importar passaram por eles até uma sala, abriram a porta, uma mulher um pouco mais da meia idade se encontrava atrás da mesa.
        - O que significa isso? – Sua voz macia ecoou pela sala.
        - Senhora Wolts? – Perguntou Dominik
        - Sou eu mesma, o que deseja?
        - A senhora está com algo que procuramos. – Disse e então a porta se fechou.



***





  - Olha só se não são os meninos aqui. – Exclama uma mulher recostada em uma cadeira. O sol e o céu estavam brilhantes, talvez por isso tinham decidido nadar.
  - Oi mamãe. – Um garoto moreno de 5 anos correu até a mulher acompanhado por outros dois meninos da mesma idade, um porém tinha os cabelos cor roxo e o outro mel.
  - Oi titia. – Ambos cumprimentaram a mulher formosa.
  - Olá meninos. O que estavam fazendo? – Perguntou os olhando sorridentes.
  - Nada. – Responderam juntos. – Vamos brincar na piscina. – Anunciaram retirando o resto da roupa que usavam, se dirigiram correndo e pularam para a água.
  - Esses meninos são mesmo grandes amigos. – Uma nova voz feminina foi ouvida, fazendo a mulher na cadeira se virar, avistando uma mulher com maiô verde que realçava seus cabelos loiros.
  - Amber. - Exclamou. - Sim. - Respondeu a outra. – Eles são muito ligados um ao outro. – Concluiu.
  - Só espere eles chegarem a adolescência. Com certeza serão capazes de brigar por alguma pretendente. – Falou caminhando até a cadeira ao lado da mulher. – Quando se apaixonarem, não sei se essa amizade continuará. – Comentou rindo.
- Não diga isso. Tenho certeza que serão grandes amigos mesmo quando maiores. – Disse ouvindo as gargalhadas dos garotos.



***












 Continua ....

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