23 dezembro 2013

Trancado a 7 Chaves - 2 Temporada

Capítulo 8 - Capitulo VIII



Fanfic / Fanfiction de Inazuma Eleven - Trancado a 7 Chaves - Segunda temporada - Capítulo 8 - Capitulo VIII

   Capitulo VIII

  -Por que eu quero? ­­– sua voz saiu rouca o bastante para me fazer levar um susto abrindo os olhos.
  -Kailone? – disse o olhando, seus olhos estavam fixos no chão, parecia estar longe nos pensamentos. – O que você têm?
   - Porque é assim? – sua voz estava diferente, era estranhamente sexy, o que me fez arrepiar.
   -Assim o que? –disse me cobrindo com as mãos.
    Sem dizer nada ele deu um passo a frente e desligou o chuveiro me fazendo recuar.
    -PorqueVocê ...
    -Hm ... eu? – me afastei depois de mais um passo dele me encostando na parede fria.
   - Por que você faz isso comigo? – disse se aproximando, estava só a alguns centímetros de mim. Ele parecia analisar a situação até que senti sua mão direita no meu rosto.
   - Kailone ... estou no ... no banho, não pod...
   -Não quero esperar!
      Seus dedos acariciavam meu rosto, acabei fechando os olhos sentindo eles massageando suavemente e em seguida senti um leve pressão nos meus lábios. Um beijo calmo. Meu coração dava fortes socos, como que me avisando para me afastar, mas do que adiantava se meu corpo não correspondia?
   -Porque não pode ser eu? – ele disse em meio ao beijo. Suas mãos estavam na minha cintura e me puxaram para mas perto.
    - Ah ... Kailone ... pa-pare ... ah ... – tentei dizer em vão, sua boca agora estava no meu pescoço, depositando vários beijinhos. Ele estava tão diferente, tão quente, tão ... tão ...
    - Não é isso que seu corpo está dizendo, meu amor.  – suas mãos passeavam pela minha silhueta. Seus dedos estavam gelados e me causavam arrepios.
    - Ah ... Kailone ... po-por favo-vor ... – tentei segurar que alguns gemidos se escapassem, mas estava ficando cada vez mais difícil, eu ... eu ... estava gostando? –NÃO!!! – gritei o empurrando, o que fez ele me olhar assustado.
   - Porque não Elizabeth? Porque não? – ele parecia com raiva.
   - Porque não! – respondi, meus olhos começaram a marejar.
   - Será que não vê? Ele não vai te aceitar mais. Outra vez você o enganou, o deixou, e agora escondeu a única filha que tem, como acha que ele a perdoaria?
   -Calado!! – sabia que havia essa possibilidade mas isso não queria dizer que teria que me entregar a ele sem saber a resposta do Shindou. Percebi que algumas lagrimas teimosas começavam a cair, estava com raiva dele, raiva de mim, raiva de todos, porque tinha que ser tão difícil pra mim?
   -Não aceita a realidade? Ele não a aceitará de volta.
   - E como você sabe? Fique calado. Shindou me ama e eu o amo, vamos voltar ao normal juntos.
   -Só você não quer ver o que está na sua frente. – ele disse saindo. Minhas pernas estavam tremulas, porque eu havia gostado dele me beijar Não vou me entregar a ele, Shindou é único pra mim e é assim que vai ser, mesmo que ele não goste.
   Sai do box e me enxuguei, quando entrei no quarto ele não estava mais lá. Troquei-me e deitei. O sono demorou para vir e enquanto isso pensava como seria bom se fosse o meu Takuto ali. Sinto tanta saudades sua meu Takuto.



  Shindou Takuto
   O dia começava normal como sempre. Nada de mais, exceto pelo fato de meus pensamentos forem levados ao rosto da senhora Elizabeth. Como seu sorriso me fazia bem. Acordei lá para as 8:00 horas da manhã, tomei café, arrumei-me e fui direto para a escola, tinha algumas coisas que acertar por lá para ter o fim de semana livre. Ah! Sim. O fim de semana. Skarleth faria 7 anos e eu havia sido convidado, mesmo que achando um pouco inapropriado pelo fato de seu pai estar lá, mas fazer o queEle é o pai. Peguei as chaves do carro que estavam em cima da cômoda de madeira na sala e sai para o estacionamento. Chegando lá desativei o alarme, abri a porta e sai. O céu aquela manhã estava mais azul do que o normal, me lembrava aos olhos da Ran. Tão azuis, tão profundos, tão lindos. Despertei-me já na frente da escola, estacionei, tranquei o carro e entrei no ambiente branco.
   -Senhor Shindou. – uma mulher de cabelos longos loiros, pele clara, olhos em um tom de azul opaco, bem uniformizada me recepcionou. – Está a procura de Filiphi e Benjamin senhor?
   -Sim. – respondi a colando nossos olhos que logo ela desviou.
   Abaixou a cabeça fazendo com que sua franja longa caísse sobre o rosto, mais não por muito tempo, ela a retirou soltando um leve ´´ Me acompanhe `` começando a caminhar. Subimos a escadaria principal que deu para em grande corredor, ela ia na minha frente e vez ou outra se virava disfarçadamente para constatar se estava mesmo sendo seguida. De onde mesmo eu a conhecia? De onde ... de onde .... ? Paramos na frente de uma porta grande de madeira, ela bateu de leve na porta e um ´´ Entre `` veio lá de dentro. Ela abriu a porta, entrando.
    - Senhor Benjamin é o senhor Shindou. – ela disse e em seguida olhou para mim, que entrei na sala. Benjamin parecia um pouco incomodado.
   - Ah .. ah sim, Senhor Shindou. Por favor. –ele disse sinalizando para que me aproximasse.
   - Com licença. – ela disse e saiu fechando a porta.
   Olhei para o moreno a minha frente parecia aliviado e um tanto rubro.
   - Aconteceu algo Benjamin? – perguntei o fitando.
   -Hãm? Nada senhor.
   -Nada?
   -Sim. Quer dizer .... – ele disse desviando o olhar para a mesa que havia vários papeis e canetas.
      Agora sim, era obvio. Ele gostava daquela jovem e por isso está assim.
   ­- Como é o nome da jovem? – perguntei me sentando.
   - Hãm ... ah a  Reiza? – ele respondeu se sentando também a minha frente. Benjamin tinha a mesma idade que eu, mas parecia mais imaturo no quesito amor. Reiza .... Reiza .... esse nome não me é estranho, Beta. Beta! Isso ela estava no time da Beta. Ah sim é ela mesmo.
   - Gosta da jovem?
   - Eu? – o olhei irônico. – Claro que sim senhor Shindou. Muito.
   -Já falou com ela?
   - Já.
   -Uma conversa como esta que acabou de ter? – ele abaixou a cabeça. – O que o impede?
    - Não tenho tempo pra isso. Tenho vários negócios com a empresa, não saberia dar com ela. Ela parece tão forte, tão responsável, tão delicada.
    - Isso não são motivos significativos. O que o impede de verdade? Negócios? Eles podem esperar se o que seu coração quer é amar. Não deixe que ela se vá Benjamin. Ela é jovem e você também, aproveite enquanto estão perto, não deixe-a se afastar de mais ou vai perde-la. É o que quer?
    -Claro que não senhor Shindou. – ele respondeu preocupado. Teria sido muito ríspido com ele?
    - Então o que o impede?
    - Nada. Nada. – ele diz se levantando. Parecia motivado. Começou a caminhar em direção a porta e então a abriu. – Senhor diz como se ....
    - Vá Benjamin, não cometa o mesmo erro que eu.
    - Muito obrigada.
        Ele disse fechando a porta, lembrava a mim quando caminhava para ver minha Ran. Sentei-me na poltrona e comecei a ler os papeis que teria de assinar para essa semana. Li, reli e assinei os papeis que requisitavam minhas assinaturas, com isso estava livre o resto da semana e poderia procurar um bom presente para Skarleth. Ao terminar me levantei saindo da sala fazendo o trajeto de volta para meu carro. Já no saguão vi Benjamin com ela, Reiza, conversando, parecia que tinha ido bem e quem sabe não sairiam juntos. Voltei ao meu caminho indo até o carro, passei o resto da tarde indo de loja em loja procurando algo para a minha aniversariante e nada. Depois de varias tentativas falhas voltei para casa.
   Quando cheguei em casa percebi uma movimentação diferente, mas não me importei, entreguei o carro para um dos empregados a fim dele ir leva-lo para o estacionamento e entrei em casa. Se tivesse ido eu mesmo o estacionar teria visto o que me esperava lá dentro.
    -Shinnnnnn !!!! – ela disse estridente vindo em minha direção.
   
   Continua .....

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